sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011


Qualquer um, em determinado momento da vida, se sente pequeno.

Nao me refiro as crianças, ou aqueles que por qualquer motivo que seja, nao tenha crescido como outros.

Alguns exemplificam o que quero dizer com graos de areia em desertos, estrelas no céu, folhas em florestas. Metaforas.

Exemplificam com a idéia de sermos ínfimos perante o mar, o planeta, o universo ou a bendita casca de noz.

Limitados perante o infinito.

“400 bilhoes de estrelas...”, dizem.

A “pequenez” exposta em poemas, filmes, novelas é extensamente difundida por todas pessoas.

Em atos.

Em palavras.

Pensamentos.

Não alcançamos...não conseguimos.

Não tentamos.

Micropartículas ou não, me surpreendo com algumas coisas.

(Como poderia perceber a flor, se não olhasse, primeiramente, para o quadro por inteiro?)

(Como poderia não sentir prazer em mergulhar na água fresca calos e feridas se não tivesse caminhado descalço por longos caminhos insalubres, pavorosos?)

Vi, afogada no caos de uma cidade violentada pelo neogloboestrupialismo, grandeza.

Foram apenas segundos. Para centenas que ali passavam, inexistentes. Foram infinitos pra mim.

Eternos.

Olhares e sorrisos, diante da monstruosidade do mundo.

Sabe? Que brilho!

Rebatem quando podem, estes pequenos. Revidam.

Rebatem saindo da extensa e estúpida linha de produçao, tal qual a que pertencia Carlitos com suas chaves inglesas.

A grandeza da micropoeira do universo. A beleza de um quadro furta-cor visivel apenas para aqueles que se permitem ver. Aqueles que desfocam a vista para ver quatro dedos ao invés de dois, e perceberem a piada e a graça de tudo que é absurdo.

Não vou esquecer nunca e, espero que você possa sentir...

O prazer,

o calor,

a felicidade,

que senti quando vi sua grandeza de espirito.

Ela fez me sentir maior diante de tudo.

Grande.

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